Sustentabilidade

A derradeira matéria-prima: a vida

Não é apenas um assunto exclusivo de ambientalistas. A questão da sustentabilidade é um tema que envolve a sociedade civil, instituições governamentais e entidades privadas.

Posted on / by Patricia Coelho / in Sustentabilidade

A derradeira matéria-prima: a vida

Em 2050, a população será superior a 9 mil milhões e, como tal, será necessário um compromisso renovado na gestão e conservação dos recursos naturais, orientados numa mudança tecnológica e institucional, assegurando a satisfação das atuais e futuras gerações.

A sustentabilidade é um conceito multidimensional, o que exige uma procura de soluções ambientalmente não degradantes, economicamente viáveis e socialmente sustentáveis. Problemas complexos requerem soluções complexas, portanto, é necessário pensar nas melhores alternativas possíveis para minimizar os impactos ambientais e sociais. Para uma produção sustentável pode-se aplicar o velho chavão “prevenir em vez de remediar”. É necessário incutir noções de limite da oferta de recursos naturais, e a capacidade do meio ambiente para absorver os impactos da ação humana. Os recursos biológicos devem ser vistos como matéria-prima para uma grande variedade de aplicações no mercado, ou mesmo podendo ser o produto final. Estas práticas de ação económica sustentável podem ser um grande contributo para o valor e criação de emprego.

 

A questão da sustentabilidade, ainda assim, não deve ser apenas discutida na aérea económica. As perdas alimentares e o desperdício alimentar, por exemplo, são responsáveis pela emissão de 8% dos gases de efeito de estufa, é necessário implementar novas aplicações nos recursos biológicos. A biotecnologia é uma ferramenta que desempenha um papel chave nas novas práticas de manipulação de organismos, tendo como objetivo elaborar novos produtos ou ajustar já existentes de modo sustentável. Mas as iniciativas como start-ups de biotecnologia, por exemplo, dificilmente terão um real impacto, se não tiverem apoio financeiro de entidades privadas ou instituições governamentais. É perentório um equilíbrio entre legislação e iniciativas do setor privado.

Os recursos biológicos devem ser vistos como matéria-prima para uma grande variedade de aplicações no mercado, ou mesmo podendo ser o produto final.

Sendo assim, é imperativo alargar a visão sistémica da sustentabilidade. É necessária a análise das questões como o correto uso dos recursos biológicos por parte dos consumidores, tanto como o uso exacerbado de produtos que contêm plástico. Apelar à nossa consciência ecológica, agregada a noção de um futuro sustentável, é uma responsabilidade de todos nós.